Eu não posso ser como você, meu bem. Você não entende que tenho meus momentos de ficar sozinha e que a caneta as vezes é minha melhor amiga. Que por muitas vezes me perco do caminho que você julga correto.
Muitas vezes eu chego na porta do nosso apartamento e penso mil vezes antes de entrar e ver aquele teu sorriso estampado na cara e com os olhos brilhando. Nunca entendi bem essa tua felicidade extrema ou eu nunca a tive e não sei como agir quando você chega pulando em meus braços. Não sei ser assim, como você.
Queria que entendesse essa minha suplica de tristeza, as vezes. Eu preciso e você me cobra estampar sorrisos a você o tempo todo. Tens mesmo medo de que nosso filho cresça triste assim... como dizes que sou?
Ele é igualzinho a você, vive sorrindo e pulando e gritando pros quatro ventos. Gosto dele porque é uma criança e criança não tem porque ser triste. Nem que fosse pra chorar as vezes.
Não gosto de permitir que você ou ele chore, porque pra mim sempre foi mais comodo enxugar minhas lágrimas... o comodismo me pegou de jeito, amor. Não dá mais pra ser a pessoa que você quer e implora para que eu seja.
Se eu vivo saindo aí de madrugada é porque eu sempre preciso de um momento pra pensar se é essa a vida que quero e que sempre desejei. Mas, eu volto. eu volto porque percebo que tudo muda conforme o tempo, e minha vontade de ontem pode ser diferente da que eu tenho agora. A vontade de ontem pode não ser tao boa assim hoje. Se ontem eu sonhava em viver livre e acampando na praia ao som de algum violão e canções que ninguém sabia o nome, vejo que o que eu tenho hoje é mil vezes melhor.
Ter você hoje é o meu melhor presente, é o melhor que tenho. Esse é o meu modo de dizer que estou feliz.
Isso é felicidade, diferente da tua que se explode a todos, a minha é silenciosa e calma.
Ter você na mesa, no sofá, na cama ou jogada na grama de braços abertos...
Ter nosso filho te acompanhando nas brincadeiras de pega-pega e aquela brincadeira boba que você inventou e que não sei nem o nome dar a isso. Ver vocês dois abraçados ou vindo em minha direção. Caídos na grama e ao som de mil gargalhadas, ter lágrimas aos olhos ao anoitecer e ver que qualquer um de vocês podem me curar de qualquer saudade maior de alguém que já se foi.
Ver vocês ao meu lado é o que eu tenho de mais precioso. Se isso não for felicidade, amor... o que é isso que sinto então?
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
As flores estão no caminho
Parece coisa doida este negocio de ver que alguém cruzar mesmo teu caminho, sabe? É aquela velha historia que desde criança nos contam historias e mais historias que em uma rua alguém vai ladrilhar com pedrinhas brilhantes só pra te ver passar, que você ainda vai ver aquele ser maravilhoso em cima de um cavalo branco. Não nos conta dos tombos que a vida traz, as pedras que nada se ladrilharam. Mas, o alguém chega. Seja pela felicidade estalada no sorriso de teu bem, seja pela angustia de dias tortos traçados pela irregularidade de um sentimento somado a pó. Mas, esse alguém chega. Pela felicidade e pela tristeza. As vezes um só alguém traz os dois.
Eu encontrei.
Amor amor amor e mais nada (...)
Eu poderia até ter acordado ao som de Criolo me avisando das coisas "E o que te faz feliz , também provoca dor" Mas, eu fui escutando... Caetano, Cazuza, Cássia, Ana Carolina, Projota... todos falando daquela amor doido que te faz passar do sorriso a lagrimas em um pequeno instante. Não, eu não escutei. Eu poderia ter lido mais Caio ou Tati, opostos que avisam do mesmo jeito tropego de viver um amor - doido.
"Tá ok... vai... vou ler... me dá aqui essa porra... vou ler. Vá."
"Eu quero algo de bom pra você e pra mim
E pra você que seja com outra pessoa
Porque eu já aprendi a dizer não"
- "Eu tô sofrendo, porra. Não quero outro alguém. Mas que caralho que as pessoas tem de te fazer acreditar que existe alguém lá do outro lado que está te esperando."
(eu tava sofrendo, e sim... existiu alguém do outro lado do mundo. E esse alguém aparece, né? Aparece... te faz ladrilhar cada esquina com brilhantes ou com teu amor surrado.)
Meu amor surrado sempre foi teu, amor.
"Vem meu amor, vem andar comigo"
Não, amor. Ainda não comecei a carta. Digamos que será um "puta" deja vu, mas é que se eu for mesmo escrever com aquelas palavrinhas que te faz ir ao dicionario a cada segundo, você não entenderia. Tô mesmo com esta mania de escrever como se estivesse falando com você assim olhando em teus olhos com aquela conversa clichê de "vamos lembrar de quando nos conhecemos..."
Vamos lá, meu bem. Vamos nos lembrar do amor que sinto/sentirei eternamente por você.
"Aquele dia que você de um jeito bobo apareceu na minha vida, se lembra?" Talvez você se lembre de cada palavra ou talvez não. Graças a Deus que coloquei aquela musica em meu blog, e que você veio. Sei lá com que intenção, mas veio. De uma maneira bem estranha meu estomago se agitou e meu coração bateu na garganta. Estranho - pensei por diversas horas.
"Deixa pra lá, nada vai me fazer esquecer daquele amor doentio que eu estava sentindo a quatro anos seguidos. Impossível eu me apaixonar por outra pessoa. Impossível." Pensei.
"Vou me dar uma chance"
Em uma semana, eu já estava envolvida nesta paixão até o pescoço. De qualquer maneira isso me enforcava cada vez que eu notava este teu ar de "não quero nada sério", e eu me torturando aqui do outro lado do mundo com aquela ideia de "eu quero dizer que a amo" E aí, se não fosse amor? E aí se você falasse que "ok, você me ama, mas, não é bem assim..."
Mas, aí aquele velho e bom clichê chega e me faz ficar tão boba e apaixonada por você, não é? É querer chamar tua atenção a cada segundo e mostrar que sim, eu queria dizer "eu te amo" então presta atenção e diz primeiro...
Eu sou uma atrapalhada boboca mas, que te ama muito. Desde aquele pequeno segundo que me perguntou o nome de uma musica até o momento que me fez crer que o amor de verdade existe sim.
E aí aquela vontade de louca de dizer "eu te amo" é saciada quando você o disse... Eu jamais saberia como dizer ou demonstrar da maneira certa. Não sei se foi breve demais ou demorei, não sei.
Não sei bem de onde arrumei tanta coragem pra dizer "eu acho que quero te fazer feliz". Mas, não importa de onde a coragem veio, o que importa é que eu disse e isso foi o primeiro passo para eu realmente tentar te fazer feliz. E eu tentei... por Deus, eu tentei.
Aqueles dias em que conversar uma com a outra era o maior prazer já sentido na vida, aqueles dias interminaveis, ou aqueles outros dias em que uma ou outra tinha compromissos e não arrumava tempo necesssario para conversar. Dias cansativos aqueles que passamos sem uma palavra a ser dita. Dias torturantes naquela tua viagem de férias, no qual eu perdia por dias o contato e só eu sei como era torturante e de tamanha dor. Havia dias que eu não desejava sair da cama, então ficava assistindo tv, escrevendo, escutando musicas... tudo pra ver se preenchia de alguma maneira a falta que eu estava sentindo.
Mas, a falta não passava, sabe? Agradecendo por existir as "mensagens", não é?
Era estranho porque só de um "Bom dia" teu, já conseguia me alegrar de uma maneira gigante.
Só nós sabemos o que passamos por conta de tua família nos julgando de alguma maneira, terrível - digamos assim. Tua avó que por vezes impedia o nosso contato e sofremos juntas. Eu disse que não ia ser fácil, meu amor. Eu com meu jeito super torto tentando de alguma maneira te confortar, nunca soube... consegui?
Já te disse que eu morria de ciumes dessa tua viagem de férias? pois é. É ver você saindo todos os dias e eu não estar lá pra te acompanhar. Mas, como sabe, nunca disse e me controlei o máximo que pude.
E aquela vez que aquele teu antigo "caso-de-amor" voltou e começou a me perturbar com historinhas de que ia te conquistar de volta e que te amava. E isso continuou por dias-dias-dias... E eu não sabia o que fazer. Sabe o meu medo maior? Ela já te conhecia, ela sabia como te conquistar... pois ela já havia te conquistado uma vez, uma segunda vez não é tao difícil. Ela sabia do que você gosta, de tuas manias e manhas... eu não poderia competir com ela, não podia... eu me tornei impotente por dias, sabe? Chorei por dias também. Porque, de alguma maneira eu me imaginava a cada amanhecer que você poderia vir me dizer que ela era melhor, que não era tao apaixonada por mim assim.
Tive dias terríveis também, eu sei. Eu te perturbei com minhas poucas palavras e venho por meio desta pedir perdão. Perdão, de verdade. Eu não sabia como não te colocar no meio dos meus medos e de minhas duvidas. Você com aquela mania de sempre querer saber como eu estava me sentindo, não era bom. Que você saiba agora que para os outros eu sempre vou estar bem. É o meu jeito e sei que foi difícil pra você aceitar como tal.
Mas, sei do teu esforço. E lhe admiro, do jeito simples... foi por isso que me apaixonei.
Quando você me ligou pela primeira vez, eu preciso dizer que surtei? Porque... eu lembro de estar encostada na parede com meu cobertor predileto e pensando "Ela... ela poderia me ligar" E, porra... você ligou no exato momento e por mais que eu quisesse aquilo, eu não esperava. Eu lembro da sua voz calma e baixa do outro lado da linha e eu com minha voz tremula sem ter o que falar. Ok, nos falamos pouco mesmo, mas me lembro que minha mão suava e tremia e eu nunca soube explicar este efeito louco que acontecia todas as vezes que você me ligava.
Lembro de sair de casa e querer topar com você em qualquer esquina, lembro da vez que você me mostrou a primeira musica, aquela "Oxygen" que ficou por meses em minha memoria, hoje já não sei mais cantá-la. E as outras musicas que vieram um tempo depois. É aquela coisa de tudo que fala de amor, fala de nós. Era lindo poder ler Drummond e lembrar de você. Drummond tem aquela coisa de saber falar de amor como qualquer outro e eu acreditava em cada uma daquelas palavrinhas.
Aquela vez que eu li sobre almas-gemeas e logo em seguida você me ligou e eu pude lhe contar a historia de almas-gemeas e dizer que você era a minha. Mas, você disse em seguida que eu não poderia ser tua alma-gemea porque elas vão embora e você não queria me ver partir.
Não quis mais ser aquela tua alma perfeita. Quis ser tua, apenas.
Eu lembro que eu ainda tinha meu pai que me acompanhava nas minhas loucuras por amor, nas minhas falas românticas em pleno jantar. E, que foi com ele que planejei toda aquela minha correria para registrar uma estrela pra você, foi maluquice, eu sei. Mas, o que a gente não faz por amor não é?
E, contar isso pra você, foi maravilhoso. Porque notar mesmo que por telefone aquele teu sorriso e tua voz manhosa e tuas lágrimas caindo de emoção, foi como ver o mundo mais perfeito bem de perto. Meu coração se encheu de uma paz incrível que eu praticamente não sei explicar. Eu sei que eu sempre tive essa necessidade de te ligar e ter algo a dizer, não pra ter aquela conversa casual de todo casal.
Com o tempo eu percebi que todo casal preciso de uma ligação só pra jogar conversa fora ou pra ter uma dr, talvez.
Ninguém vive só de momentos felizes... nosso amor não seria uma exceção.
Se comprei a aliança cedo demais, não importa. Foi o momento certo pra mim. Eu sou rápida nestes assuntos sabe? Talvez seja por isso que sofro de antecipação.
Lembra de quando te pedi em namoro? eu não conseguia dizer a famosa frase, mas... quando você ia desligar eu disse e pude notar mais uma vez seu sorriso. - "Aceita ser minha namorada?"
Acho que ainda posso escutar o "aceito" do outro lado.
Desculpe essa minha necessidade de dizer que te amo a cada minuto que passa. Parece nunca ser o suficiente.
Se lembra do primeiro texto que fiz pra você? Ainda o tenho e ainda o leio quando perco o sono.
Vieram muitos textos depois daquele, não é? Não tenho todos, alguns eu achei terríveis e acabei jogando no lixo.
Das vezes que você se fechava demais e não atendia nenhuma de minhas ligações. Meu bem, você não faz ideia do quão era difícil pra mim. Porque você não me dizia que queria um tempo pra você e eu não tenho bola de cristal para adivinhar. Sim, por vezes eu me culpei por você estar daquele jeito, sem falar nem meia palavra comigo.
Quando realmente passamos pelo primeiro momento difícil, onde não conseguíamos trocar uma frase sem farpas contra a outra. Palavras eram facas e elas me feriam vez ou outra. Aquele teu jeito de "não estou ligando pra porra nenhuma" me torturava e eu não conseguia mais continuar te vendo daquela maneira.
Lembro de você ter falado depois que as pessoas sempre te deixavam nesta tua época de "não quero saber de ninguém" Mas, você sabe porque eu fiquei, porque eu fiquei aguentando cada uma de suas palavras dolorosas, aquele teu silencio perturbador e o mês que eu não escutei um "eu te amo". Você sabe porque...
Porque eu te amo, e acho que realmente este amor me fez ficar e é por isso que ainda estou aqui.
O porque eu ainda estou aqui por você. Com você.
O ciumes. Ah... o pior de todos, não é? Se tive ciumes foi por apenas aquela mulher do começo da carta, sim a mesma pela qual você se apaixonou em tempos atrás.
Você, com este teu jeitinho de meiga guarda um ciumes eterno de mim, não é? Perdoe se o provoco, mas eu não faço por mal. Juro. Eu tenho este jeito mesmo de querer fazer bem a todos. Perdoe-me se acabo dando mais atenção aos outros. Eu sou idiota...
Eu a amo, até com este teu ciumes que te faz querer desligar o telefone na minha cara e nunca mais me ver.
Você sempre volta, graças a Deus que você volta.
Tivemos momentos de "in love" foram dos que mais me lembro. Se me esqueci de algum, me perdoe.
De todas as ligações ficaram a vontade de um eu te amo sussurrado ao ouvido antes de dormir.
De todas as tatuagens ficaram a vontade de um corpo a corpo que fizesse arrepiar.
De todo amor que eu te dei... ainda tem muito mais.
Lembra quando eu fiz a tattoo de "ma moitié" a pouco mais de um mês e eu fui tao feliz te mostrar e você disse um "eu te pedi pra não fazer..." Você não sabe mais cada palavrinha desta frase me doeu. É, frase simples mesmo... mas, um "eu te pedi pra não fazer" indicou que algo estava errado em nós. Você já não era mais a mesma, só eu não vi. Nossas conversas já eram sem sentido e as ligações já não existiam mais. E eu a cada segundo mostrando estar presente já não eram mais suficientes pra fazer este namoro durar.
Chegando a data do meu aniversário, eu senti que sim algo estava errado mas, cerrei meus olhos não ver o obvio. Não... eu não queria ver o nosso fim ali tão perto.
E você disse coisas que me magoaram profundamente pra depois dizer que era uma simples brincadeira pra fazer uma surpresa de aniversário. Você pouco sabe, mas naquele dia eu me senti a pior das pessoas, falando sério. Eu lembro de cada segundo de lágrimas e a dor de cabeça de tanto chorar. Até que chega uma mensagem tua dizendo pra eu ver uma coisa que escreveu em meu blog... Eu sorri, confesso que sorri muito. A cada palavrinha e por lembrar de uma frase que dizia "toda aquela promessa de amor eterno e envelhecer uma ao lado da outra vai ser cumprido."
Eu não lembro mais quantos dias nos falamos depois disso...
Lembro de você passar mais de uma semana sem dar uma noticia, sem responder nenhuma sms, nem dar qualquer sinal de fumaça. Você não sabe o quanto foi difícil pra mim. E nem pode imaginar. Lembro de ter ido para o trabalho vezes com os olhos vermelhos de uma noite mal dormida e sem animo pra responder qualquer pergunta que viesse aos meus ouvidos. Eu não desgrudava da porra do telefone por querer desesperadamente qualquer sinal teu. Mas, nada acontecia. Diversas vezes eu ia conversar com minha chefe e ela dizia palavras que me confortavam na hora mas depois isso passava e eu ficava pior.
E no primeiro instante que vi que você havia voltado eu fui com um sorriso tao grande pra falar contigo, eu estava no trabalho e tive que controlar cada uma de minhas lágrimas. Você, tão seca, tão estupida. E eu tão sem saber mais o que fazer diante de tal situação. Deixe ir... minha cabeça dizia... deixe ir.
Eu não lembro bem de suas palavras, eu não sabia se ficava feliz por estar falando contigo ou triste por notar que mais tarde tudo haveria um fim.
De toda aquela historia restariam as lágrimas.
Mais ou menos seis da tarde tudo teve seu fim, você disse tuas palavras ensaiadas e eu disse o meu "tudo bem, como você quiser" Só eu sei, o quão doloso foi aquele fim. Eu não saberia colocar em palavras agora, nunca vou saber. Nenhuma musica soube decifrar o nosso fim, nenhum poeta soube dizer da minha dor. Minha dor era pateticamente única. Porque por mais que doesse eu te queria comigo. Por mais que eu sofresse ter a causadora disso tudo pra mim seria bom. Qualquer coisa seria melhor do que nosso namoro ter um fim. Inacabado.
Eu ainda tenho uma mensagem que dizia "isso não é nosso fim, é apenas uma virgula chata" Não, não é qualquer virgula, antes fosse. Essa, foi você quem a colocou e isso doeu sabe? Desculpe, você pode ver como drama, mas não é. Eu só quero te mostrar que não foi tao fácil pra mim como imagina.
Aí mudei de cidade, deixei emprego, família, tudo pra trás. Mas, vendo que não importasse o lugar eu não conseguiria ser feliz. Não o tanto que fui com você.
Em Jundiaí as coisas eram mais fáceis pra mim, eu sempre tinha pessoas perto de mim, meu padrinho que não me deixava um segundo, meu primo que não fazia pensar em você. Tudo se encaminhava pra te esquecer.
Mas, não é tao fácil assim entende? Nenhuma mulher do mundo conseguia me fazer sentir especial como você me fez.
Aí todo mundo me dizia que se eu sentisse tua falta era pra eu correr atrás e não deixar o orgulho tomar conta. E corri diversas vezes, dizendo que sentia sua falta e não recebia resposta alguma. E sim, aí começaram meus dias mais complicados. No natal em que eu te ajudei mesmo longe porque você precisava de mim, e me ver como tua amiga foi difícil, porque eu não imaginava que eu só ia ser isso pra você...
O ano novo em que faríamos seis meses (não sei) de namoro e não recebi nada e que só fiz besteiras pra me desfazer da vontade de você
E eu não estava mais conseguindo me controlar com as bebidas, drogas, mulheres... Eu estava mais uma vez naquele submundo que você me tirou. Você não sabe do quanto você me salvou de ser uma perdedora, você me salvou... da morte-vida. Se estava viva era apenas para existir e você me salvou de ser uma perdedora. Tem noção do tanto que dói pensar que a pessoa que te fez sair de uma desgraça, hoje já não está mais ao teu lado? Era assim que eu pensava. Mas, eu vi que só havia um modo de te ter de volta era sendo aquela mulher pela qual você se apaixonou.
Lembro que peguei um ônibus com destino a esta cidade de Minas, onde tudo começou, onde eu quis sumir... E a viagem toda não havia outra pessoa no pensamento a não ser você. Em como eu poderia te ter novamente.
E chegando eu vi que as coisas ficariam pior... eu não teria mais meu pai com o qual eu podia deitar minha cabeça e contar como está sendo difícil esta luta sem a mulher que amo. Sem minha mãe porque ela nunca escutou nenhuma de minhas dores. Eu já não tenho mais ninguém comigo e ficar sem você... é pior. Bem pior.
Eu lembro de encostar minha cabeça na parede e deitar na cama toda encolhida e ficar lembrando de cada conversa, cada risada, cada momentinho único que me fez escrever esta carta. Lembro de chorar toda madrugada porque ficar sem você era terrível, sem tua voz e até mesmo teu silencio me faria bem. Eu não sabia mais como continuar. Nenhuma conversa me satisfazia porque eu queria você. Eu lutei tanto contra essa vontade de correr atrás e te pedir pra voltar, eu lutei tanto pra estas lágrimas não cair mais, eu lutei pra não te querer. Como vês, foi inútil porque eu ainda estou aqui, escrevendo mais um texto, chorando as mesmas lágrimas.
Sim, nós voltamos. Mas, eu só queria dizer que ouvir tua voz me salvou mais uma vez, me fez ver o mundo novamente. E só estou com medo, espero que entenda que este medo não é ruim. Só que está me impedindo de transbordar amor como antes. Eu quero que este medo passe logo e que eu posso te dizer tudo que ainda está entalado na garganta.
Não some mais, não me abandona sem dizer nada. Não volta só pra dizer que não quer mais...
Eu amo você e espero que cada lágrima que cai agora seja um sinal de que as próximas lágrimas que virão será com o significado de que algo lindo chamou minha atenção.
Eu amo amar você e espero que saiba disso.
Um vazio se vai quando você responde com um "eu te amo também" do outro lado da linha
Que seja eterno o agora. O Nós. O amor.
Um brinde ao nosso amor, que renasceu das cinzas e viverá para sempre e sempre.
Da mulher que nunca deixou de ser tua, Paula.
Eu encontrei.
Amor amor amor e mais nada (...)
Eu poderia até ter acordado ao som de Criolo me avisando das coisas "E o que te faz feliz , também provoca dor" Mas, eu fui escutando... Caetano, Cazuza, Cássia, Ana Carolina, Projota... todos falando daquela amor doido que te faz passar do sorriso a lagrimas em um pequeno instante. Não, eu não escutei. Eu poderia ter lido mais Caio ou Tati, opostos que avisam do mesmo jeito tropego de viver um amor - doido.
"Tá ok... vai... vou ler... me dá aqui essa porra... vou ler. Vá."
"Eu quero algo de bom pra você e pra mim
E pra você que seja com outra pessoa
Porque eu já aprendi a dizer não"
- "Eu tô sofrendo, porra. Não quero outro alguém. Mas que caralho que as pessoas tem de te fazer acreditar que existe alguém lá do outro lado que está te esperando."
(eu tava sofrendo, e sim... existiu alguém do outro lado do mundo. E esse alguém aparece, né? Aparece... te faz ladrilhar cada esquina com brilhantes ou com teu amor surrado.)
Meu amor surrado sempre foi teu, amor.
"Vem meu amor, vem andar comigo"
Não, amor. Ainda não comecei a carta. Digamos que será um "puta" deja vu, mas é que se eu for mesmo escrever com aquelas palavrinhas que te faz ir ao dicionario a cada segundo, você não entenderia. Tô mesmo com esta mania de escrever como se estivesse falando com você assim olhando em teus olhos com aquela conversa clichê de "vamos lembrar de quando nos conhecemos..."
Vamos lá, meu bem. Vamos nos lembrar do amor que sinto/sentirei eternamente por você.
"Aquele dia que você de um jeito bobo apareceu na minha vida, se lembra?" Talvez você se lembre de cada palavra ou talvez não. Graças a Deus que coloquei aquela musica em meu blog, e que você veio. Sei lá com que intenção, mas veio. De uma maneira bem estranha meu estomago se agitou e meu coração bateu na garganta. Estranho - pensei por diversas horas.
"Deixa pra lá, nada vai me fazer esquecer daquele amor doentio que eu estava sentindo a quatro anos seguidos. Impossível eu me apaixonar por outra pessoa. Impossível." Pensei.
"Vou me dar uma chance"
Em uma semana, eu já estava envolvida nesta paixão até o pescoço. De qualquer maneira isso me enforcava cada vez que eu notava este teu ar de "não quero nada sério", e eu me torturando aqui do outro lado do mundo com aquela ideia de "eu quero dizer que a amo" E aí, se não fosse amor? E aí se você falasse que "ok, você me ama, mas, não é bem assim..."
Mas, aí aquele velho e bom clichê chega e me faz ficar tão boba e apaixonada por você, não é? É querer chamar tua atenção a cada segundo e mostrar que sim, eu queria dizer "eu te amo" então presta atenção e diz primeiro...
Eu sou uma atrapalhada boboca mas, que te ama muito. Desde aquele pequeno segundo que me perguntou o nome de uma musica até o momento que me fez crer que o amor de verdade existe sim.
E aí aquela vontade de louca de dizer "eu te amo" é saciada quando você o disse... Eu jamais saberia como dizer ou demonstrar da maneira certa. Não sei se foi breve demais ou demorei, não sei.
Não sei bem de onde arrumei tanta coragem pra dizer "eu acho que quero te fazer feliz". Mas, não importa de onde a coragem veio, o que importa é que eu disse e isso foi o primeiro passo para eu realmente tentar te fazer feliz. E eu tentei... por Deus, eu tentei.
Aqueles dias em que conversar uma com a outra era o maior prazer já sentido na vida, aqueles dias interminaveis, ou aqueles outros dias em que uma ou outra tinha compromissos e não arrumava tempo necesssario para conversar. Dias cansativos aqueles que passamos sem uma palavra a ser dita. Dias torturantes naquela tua viagem de férias, no qual eu perdia por dias o contato e só eu sei como era torturante e de tamanha dor. Havia dias que eu não desejava sair da cama, então ficava assistindo tv, escrevendo, escutando musicas... tudo pra ver se preenchia de alguma maneira a falta que eu estava sentindo.
Mas, a falta não passava, sabe? Agradecendo por existir as "mensagens", não é?
Era estranho porque só de um "Bom dia" teu, já conseguia me alegrar de uma maneira gigante.
Só nós sabemos o que passamos por conta de tua família nos julgando de alguma maneira, terrível - digamos assim. Tua avó que por vezes impedia o nosso contato e sofremos juntas. Eu disse que não ia ser fácil, meu amor. Eu com meu jeito super torto tentando de alguma maneira te confortar, nunca soube... consegui?
Já te disse que eu morria de ciumes dessa tua viagem de férias? pois é. É ver você saindo todos os dias e eu não estar lá pra te acompanhar. Mas, como sabe, nunca disse e me controlei o máximo que pude.
E aquela vez que aquele teu antigo "caso-de-amor" voltou e começou a me perturbar com historinhas de que ia te conquistar de volta e que te amava. E isso continuou por dias-dias-dias... E eu não sabia o que fazer. Sabe o meu medo maior? Ela já te conhecia, ela sabia como te conquistar... pois ela já havia te conquistado uma vez, uma segunda vez não é tao difícil. Ela sabia do que você gosta, de tuas manias e manhas... eu não poderia competir com ela, não podia... eu me tornei impotente por dias, sabe? Chorei por dias também. Porque, de alguma maneira eu me imaginava a cada amanhecer que você poderia vir me dizer que ela era melhor, que não era tao apaixonada por mim assim.
Tive dias terríveis também, eu sei. Eu te perturbei com minhas poucas palavras e venho por meio desta pedir perdão. Perdão, de verdade. Eu não sabia como não te colocar no meio dos meus medos e de minhas duvidas. Você com aquela mania de sempre querer saber como eu estava me sentindo, não era bom. Que você saiba agora que para os outros eu sempre vou estar bem. É o meu jeito e sei que foi difícil pra você aceitar como tal.
Mas, sei do teu esforço. E lhe admiro, do jeito simples... foi por isso que me apaixonei.
Quando você me ligou pela primeira vez, eu preciso dizer que surtei? Porque... eu lembro de estar encostada na parede com meu cobertor predileto e pensando "Ela... ela poderia me ligar" E, porra... você ligou no exato momento e por mais que eu quisesse aquilo, eu não esperava. Eu lembro da sua voz calma e baixa do outro lado da linha e eu com minha voz tremula sem ter o que falar. Ok, nos falamos pouco mesmo, mas me lembro que minha mão suava e tremia e eu nunca soube explicar este efeito louco que acontecia todas as vezes que você me ligava.
Lembro de sair de casa e querer topar com você em qualquer esquina, lembro da vez que você me mostrou a primeira musica, aquela "Oxygen" que ficou por meses em minha memoria, hoje já não sei mais cantá-la. E as outras musicas que vieram um tempo depois. É aquela coisa de tudo que fala de amor, fala de nós. Era lindo poder ler Drummond e lembrar de você. Drummond tem aquela coisa de saber falar de amor como qualquer outro e eu acreditava em cada uma daquelas palavrinhas.
Aquela vez que eu li sobre almas-gemeas e logo em seguida você me ligou e eu pude lhe contar a historia de almas-gemeas e dizer que você era a minha. Mas, você disse em seguida que eu não poderia ser tua alma-gemea porque elas vão embora e você não queria me ver partir.
Não quis mais ser aquela tua alma perfeita. Quis ser tua, apenas.
Eu lembro que eu ainda tinha meu pai que me acompanhava nas minhas loucuras por amor, nas minhas falas românticas em pleno jantar. E, que foi com ele que planejei toda aquela minha correria para registrar uma estrela pra você, foi maluquice, eu sei. Mas, o que a gente não faz por amor não é?
E, contar isso pra você, foi maravilhoso. Porque notar mesmo que por telefone aquele teu sorriso e tua voz manhosa e tuas lágrimas caindo de emoção, foi como ver o mundo mais perfeito bem de perto. Meu coração se encheu de uma paz incrível que eu praticamente não sei explicar. Eu sei que eu sempre tive essa necessidade de te ligar e ter algo a dizer, não pra ter aquela conversa casual de todo casal.
Com o tempo eu percebi que todo casal preciso de uma ligação só pra jogar conversa fora ou pra ter uma dr, talvez.
Ninguém vive só de momentos felizes... nosso amor não seria uma exceção.
Se comprei a aliança cedo demais, não importa. Foi o momento certo pra mim. Eu sou rápida nestes assuntos sabe? Talvez seja por isso que sofro de antecipação.
Lembra de quando te pedi em namoro? eu não conseguia dizer a famosa frase, mas... quando você ia desligar eu disse e pude notar mais uma vez seu sorriso. - "Aceita ser minha namorada?"
Acho que ainda posso escutar o "aceito" do outro lado.
Desculpe essa minha necessidade de dizer que te amo a cada minuto que passa. Parece nunca ser o suficiente.
Se lembra do primeiro texto que fiz pra você? Ainda o tenho e ainda o leio quando perco o sono.
Vieram muitos textos depois daquele, não é? Não tenho todos, alguns eu achei terríveis e acabei jogando no lixo.
Das vezes que você se fechava demais e não atendia nenhuma de minhas ligações. Meu bem, você não faz ideia do quão era difícil pra mim. Porque você não me dizia que queria um tempo pra você e eu não tenho bola de cristal para adivinhar. Sim, por vezes eu me culpei por você estar daquele jeito, sem falar nem meia palavra comigo.
Quando realmente passamos pelo primeiro momento difícil, onde não conseguíamos trocar uma frase sem farpas contra a outra. Palavras eram facas e elas me feriam vez ou outra. Aquele teu jeito de "não estou ligando pra porra nenhuma" me torturava e eu não conseguia mais continuar te vendo daquela maneira.
Lembro de você ter falado depois que as pessoas sempre te deixavam nesta tua época de "não quero saber de ninguém" Mas, você sabe porque eu fiquei, porque eu fiquei aguentando cada uma de suas palavras dolorosas, aquele teu silencio perturbador e o mês que eu não escutei um "eu te amo". Você sabe porque...
Porque eu te amo, e acho que realmente este amor me fez ficar e é por isso que ainda estou aqui.
O porque eu ainda estou aqui por você. Com você.
O ciumes. Ah... o pior de todos, não é? Se tive ciumes foi por apenas aquela mulher do começo da carta, sim a mesma pela qual você se apaixonou em tempos atrás.
Você, com este teu jeitinho de meiga guarda um ciumes eterno de mim, não é? Perdoe se o provoco, mas eu não faço por mal. Juro. Eu tenho este jeito mesmo de querer fazer bem a todos. Perdoe-me se acabo dando mais atenção aos outros. Eu sou idiota...
Eu a amo, até com este teu ciumes que te faz querer desligar o telefone na minha cara e nunca mais me ver.
Você sempre volta, graças a Deus que você volta.
Tivemos momentos de "in love" foram dos que mais me lembro. Se me esqueci de algum, me perdoe.
De todas as ligações ficaram a vontade de um eu te amo sussurrado ao ouvido antes de dormir.
De todas as tatuagens ficaram a vontade de um corpo a corpo que fizesse arrepiar.
De todo amor que eu te dei... ainda tem muito mais.
Lembra quando eu fiz a tattoo de "ma moitié" a pouco mais de um mês e eu fui tao feliz te mostrar e você disse um "eu te pedi pra não fazer..." Você não sabe mais cada palavrinha desta frase me doeu. É, frase simples mesmo... mas, um "eu te pedi pra não fazer" indicou que algo estava errado em nós. Você já não era mais a mesma, só eu não vi. Nossas conversas já eram sem sentido e as ligações já não existiam mais. E eu a cada segundo mostrando estar presente já não eram mais suficientes pra fazer este namoro durar.
Chegando a data do meu aniversário, eu senti que sim algo estava errado mas, cerrei meus olhos não ver o obvio. Não... eu não queria ver o nosso fim ali tão perto.
E você disse coisas que me magoaram profundamente pra depois dizer que era uma simples brincadeira pra fazer uma surpresa de aniversário. Você pouco sabe, mas naquele dia eu me senti a pior das pessoas, falando sério. Eu lembro de cada segundo de lágrimas e a dor de cabeça de tanto chorar. Até que chega uma mensagem tua dizendo pra eu ver uma coisa que escreveu em meu blog... Eu sorri, confesso que sorri muito. A cada palavrinha e por lembrar de uma frase que dizia "toda aquela promessa de amor eterno e envelhecer uma ao lado da outra vai ser cumprido."
Eu não lembro mais quantos dias nos falamos depois disso...
Lembro de você passar mais de uma semana sem dar uma noticia, sem responder nenhuma sms, nem dar qualquer sinal de fumaça. Você não sabe o quanto foi difícil pra mim. E nem pode imaginar. Lembro de ter ido para o trabalho vezes com os olhos vermelhos de uma noite mal dormida e sem animo pra responder qualquer pergunta que viesse aos meus ouvidos. Eu não desgrudava da porra do telefone por querer desesperadamente qualquer sinal teu. Mas, nada acontecia. Diversas vezes eu ia conversar com minha chefe e ela dizia palavras que me confortavam na hora mas depois isso passava e eu ficava pior.
E no primeiro instante que vi que você havia voltado eu fui com um sorriso tao grande pra falar contigo, eu estava no trabalho e tive que controlar cada uma de minhas lágrimas. Você, tão seca, tão estupida. E eu tão sem saber mais o que fazer diante de tal situação. Deixe ir... minha cabeça dizia... deixe ir.
Eu não lembro bem de suas palavras, eu não sabia se ficava feliz por estar falando contigo ou triste por notar que mais tarde tudo haveria um fim.
De toda aquela historia restariam as lágrimas.
Mais ou menos seis da tarde tudo teve seu fim, você disse tuas palavras ensaiadas e eu disse o meu "tudo bem, como você quiser" Só eu sei, o quão doloso foi aquele fim. Eu não saberia colocar em palavras agora, nunca vou saber. Nenhuma musica soube decifrar o nosso fim, nenhum poeta soube dizer da minha dor. Minha dor era pateticamente única. Porque por mais que doesse eu te queria comigo. Por mais que eu sofresse ter a causadora disso tudo pra mim seria bom. Qualquer coisa seria melhor do que nosso namoro ter um fim. Inacabado.
Eu ainda tenho uma mensagem que dizia "isso não é nosso fim, é apenas uma virgula chata" Não, não é qualquer virgula, antes fosse. Essa, foi você quem a colocou e isso doeu sabe? Desculpe, você pode ver como drama, mas não é. Eu só quero te mostrar que não foi tao fácil pra mim como imagina.
Aí mudei de cidade, deixei emprego, família, tudo pra trás. Mas, vendo que não importasse o lugar eu não conseguiria ser feliz. Não o tanto que fui com você.
Em Jundiaí as coisas eram mais fáceis pra mim, eu sempre tinha pessoas perto de mim, meu padrinho que não me deixava um segundo, meu primo que não fazia pensar em você. Tudo se encaminhava pra te esquecer.
Mas, não é tao fácil assim entende? Nenhuma mulher do mundo conseguia me fazer sentir especial como você me fez.
Aí todo mundo me dizia que se eu sentisse tua falta era pra eu correr atrás e não deixar o orgulho tomar conta. E corri diversas vezes, dizendo que sentia sua falta e não recebia resposta alguma. E sim, aí começaram meus dias mais complicados. No natal em que eu te ajudei mesmo longe porque você precisava de mim, e me ver como tua amiga foi difícil, porque eu não imaginava que eu só ia ser isso pra você...
O ano novo em que faríamos seis meses (não sei) de namoro e não recebi nada e que só fiz besteiras pra me desfazer da vontade de você
E eu não estava mais conseguindo me controlar com as bebidas, drogas, mulheres... Eu estava mais uma vez naquele submundo que você me tirou. Você não sabe do quanto você me salvou de ser uma perdedora, você me salvou... da morte-vida. Se estava viva era apenas para existir e você me salvou de ser uma perdedora. Tem noção do tanto que dói pensar que a pessoa que te fez sair de uma desgraça, hoje já não está mais ao teu lado? Era assim que eu pensava. Mas, eu vi que só havia um modo de te ter de volta era sendo aquela mulher pela qual você se apaixonou.
Lembro que peguei um ônibus com destino a esta cidade de Minas, onde tudo começou, onde eu quis sumir... E a viagem toda não havia outra pessoa no pensamento a não ser você. Em como eu poderia te ter novamente.
E chegando eu vi que as coisas ficariam pior... eu não teria mais meu pai com o qual eu podia deitar minha cabeça e contar como está sendo difícil esta luta sem a mulher que amo. Sem minha mãe porque ela nunca escutou nenhuma de minhas dores. Eu já não tenho mais ninguém comigo e ficar sem você... é pior. Bem pior.
Eu lembro de encostar minha cabeça na parede e deitar na cama toda encolhida e ficar lembrando de cada conversa, cada risada, cada momentinho único que me fez escrever esta carta. Lembro de chorar toda madrugada porque ficar sem você era terrível, sem tua voz e até mesmo teu silencio me faria bem. Eu não sabia mais como continuar. Nenhuma conversa me satisfazia porque eu queria você. Eu lutei tanto contra essa vontade de correr atrás e te pedir pra voltar, eu lutei tanto pra estas lágrimas não cair mais, eu lutei pra não te querer. Como vês, foi inútil porque eu ainda estou aqui, escrevendo mais um texto, chorando as mesmas lágrimas.
Sim, nós voltamos. Mas, eu só queria dizer que ouvir tua voz me salvou mais uma vez, me fez ver o mundo novamente. E só estou com medo, espero que entenda que este medo não é ruim. Só que está me impedindo de transbordar amor como antes. Eu quero que este medo passe logo e que eu posso te dizer tudo que ainda está entalado na garganta.
Não some mais, não me abandona sem dizer nada. Não volta só pra dizer que não quer mais...
Eu amo você e espero que cada lágrima que cai agora seja um sinal de que as próximas lágrimas que virão será com o significado de que algo lindo chamou minha atenção.
Eu amo amar você e espero que saiba disso.
Um vazio se vai quando você responde com um "eu te amo também" do outro lado da linha
Que seja eterno o agora. O Nós. O amor.
Um brinde ao nosso amor, que renasceu das cinzas e viverá para sempre e sempre.
Da mulher que nunca deixou de ser tua, Paula.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Um gosto de amora fincou na dor
Tudo bem que eu pensei em dizer "Não, não quero voltar" Mas, a saudade e necessidade de sentir meu coração calmo outra vez foi maior. É claro que tenho medo, tenho muito medo de acabar novamente.
Escutar sua voz mais uma vez foi como ver o céu de tão perto. Ok, eu não esperava por aquilo, você não me deu pistas de que voltaríamos e eu não pude raciocinar com clareza.
Perdoe-me se estou parecendo que estou arrependida. Não estou, eu só queria te dizer que estou com medo.
Como uma criança com seu primeiro amor, entende?
Não, eu não quero ser tão clara com as palavras como você sempre me viu sendo. Vou ser eu, como você deve conhecer. Essa minha escrita barata e fodida. Esse meu jeito de não saber se fico ou se bato a porta na tua cara.
Não sei.
Olhe minha mulher, eu te amo muito. Mas, a cada eu te amo dito eu lembro do dia que você disse não me querer mais. Eu passei exatamente um mês esperando por um sinal teu, qualquer coisa me faria respirar tranquila. Tive dias de insonia e de ressaca. O bar de qualquer esquina era de estoque de bebida barata e a vontade de deixar esse meu amor por você sumir. Mas, não sumia. A bebida me fazia chorar por vezes, nunca deixei de te querer. Nem naquela vez que transei com uma mulher só porque ela parecia com você. Vomitei de nojo... ela não era você.
Quantos cigarros fumei na vontade de ser tua. Nem a droga mais forte me fazia deixar de desejar teu corpo nas minhas noites mais frias. A noite de natal foi a tortura mais forte, é querer entrelaçar as mãos e não receber nem o vento mais frio na pele. Em nenhum segundo eu parei de pensar "o que ela está fazendo? será que sente minha falta?" Me chamaram de idiota por te querer tanto, por você estar fodendo com qualquer menina por aí e nem lembrando de meu nome. Eu não sei, algo sempre me fazia voltar pra casa e pedir pra Deus cuidar de você. Eu cuidaria se você deixasse.
O gosto da minha boca era o pior, bebida, cigarros e a vontade de você. Minha pele muitas vezes regada a suor em qualquer cama mas, o pensamento lá em você. Me fiz de gato e sapato pra ter você de volta. Eu quis ajoelhar aos teus pés e implorar mas, meu orgulho não me deixava.
Eu quis ser tua por todo aquele mês, eu quis o teu calor a cada minutinho do dia.
As putas não satisfaziam mais minha vontade. Eu queria você, amor. Só você me tem por inteira e conhece essa minha passividade e vontade de ser amada.
Essa minha cara de quero apenas te foder é faxada, você sabe.
Porque só você foi capaz de me desvendar e me abrir, você me olhou de forma diferente e me amou. Então, por Deus... não me deixe novamente.
Sei que voltou e então fique de vez, largo o cigarro e a bebida, como direitinho a comida da mamãe, não provoco mais teu ciumes e paro de vagar por aí sem rumo.
Me ame para que assim eu possa te provar o tamanho do meu amor e o desejo que sinto de ser apenas tua.
Eu amo você.
Escutar sua voz mais uma vez foi como ver o céu de tão perto. Ok, eu não esperava por aquilo, você não me deu pistas de que voltaríamos e eu não pude raciocinar com clareza.
Perdoe-me se estou parecendo que estou arrependida. Não estou, eu só queria te dizer que estou com medo.
Como uma criança com seu primeiro amor, entende?
Não, eu não quero ser tão clara com as palavras como você sempre me viu sendo. Vou ser eu, como você deve conhecer. Essa minha escrita barata e fodida. Esse meu jeito de não saber se fico ou se bato a porta na tua cara.
Não sei.
Olhe minha mulher, eu te amo muito. Mas, a cada eu te amo dito eu lembro do dia que você disse não me querer mais. Eu passei exatamente um mês esperando por um sinal teu, qualquer coisa me faria respirar tranquila. Tive dias de insonia e de ressaca. O bar de qualquer esquina era de estoque de bebida barata e a vontade de deixar esse meu amor por você sumir. Mas, não sumia. A bebida me fazia chorar por vezes, nunca deixei de te querer. Nem naquela vez que transei com uma mulher só porque ela parecia com você. Vomitei de nojo... ela não era você.
Quantos cigarros fumei na vontade de ser tua. Nem a droga mais forte me fazia deixar de desejar teu corpo nas minhas noites mais frias. A noite de natal foi a tortura mais forte, é querer entrelaçar as mãos e não receber nem o vento mais frio na pele. Em nenhum segundo eu parei de pensar "o que ela está fazendo? será que sente minha falta?" Me chamaram de idiota por te querer tanto, por você estar fodendo com qualquer menina por aí e nem lembrando de meu nome. Eu não sei, algo sempre me fazia voltar pra casa e pedir pra Deus cuidar de você. Eu cuidaria se você deixasse.
O gosto da minha boca era o pior, bebida, cigarros e a vontade de você. Minha pele muitas vezes regada a suor em qualquer cama mas, o pensamento lá em você. Me fiz de gato e sapato pra ter você de volta. Eu quis ajoelhar aos teus pés e implorar mas, meu orgulho não me deixava.
Eu quis ser tua por todo aquele mês, eu quis o teu calor a cada minutinho do dia.
As putas não satisfaziam mais minha vontade. Eu queria você, amor. Só você me tem por inteira e conhece essa minha passividade e vontade de ser amada.
Essa minha cara de quero apenas te foder é faxada, você sabe.
Porque só você foi capaz de me desvendar e me abrir, você me olhou de forma diferente e me amou. Então, por Deus... não me deixe novamente.
Sei que voltou e então fique de vez, largo o cigarro e a bebida, como direitinho a comida da mamãe, não provoco mais teu ciumes e paro de vagar por aí sem rumo.
Me ame para que assim eu possa te provar o tamanho do meu amor e o desejo que sinto de ser apenas tua.
Eu amo você.
Banalidade e seus acasos
Caio Fernando vivia me mostrando que de uma transa banal eu poderia encontrar aquele amor barato, que divide um conhaque de bar de esquina mas que poderia me foder como ninguém.
Me iludi com Tati Bernardi dizendo que eu encontraria o amor da minha vida na fila do super mercado, mesmo com a melhor transa da minha vida. Amor de fila de pão não acontece.
Tão banal.
Convenhamos que se eu tivesse que escolher a palavra de alguém pra acreditar seria o saudoso Carlos Drummond... Ah, quantas maneiras clichês de dizer que alma gemea existe. "Quando seus olhos brilharem... você encontrou o amor de sua vida" E aí pra tudo os olhos brilham...
Eu sou banal e acredito no amor em cada esquina, disso poeta não escreve. Poeta sonha com o mundo que só ele conhece. E aí... com quem vou descobrir o que é o amor?
Charles Bukowski que era sábio, preferia as putas... só elas seriam dignas de uma boa foda, você se apaixona e ela vai embora com a bunda empinada e deixando vestígios de seu suor pelo lençol. Charles já dizia que amor é pra quem pode.
De todo o jeito, seja pelas putas, o cara do super mercado que tem aquele sorriso de lado, aquele filha da puta que transou só pra pegar seu dinheiro enquanto você dormia achando ser a maior transa da tua vida, aquele cara que vai te foder e te jurar amor eterno... mas, vai querer te matar depois.
Ah... tem aquele galã da novela das oito com sua barba mal feita e seu cabelo penteado para o lado. Tem o seu vizinho que espera você trocar de roupa em frente a janela.
E do amor... quem é que fala? quem é que entende? quem que já o viu e conseguiu por em palavras?
Das putas e dos canalhas nós já sabemos.
Mas, do que Drummond falava... nunca ouvi, nem comi... Eu só ouço falar.
Me iludi com Tati Bernardi dizendo que eu encontraria o amor da minha vida na fila do super mercado, mesmo com a melhor transa da minha vida. Amor de fila de pão não acontece.
Tão banal.
Convenhamos que se eu tivesse que escolher a palavra de alguém pra acreditar seria o saudoso Carlos Drummond... Ah, quantas maneiras clichês de dizer que alma gemea existe. "Quando seus olhos brilharem... você encontrou o amor de sua vida" E aí pra tudo os olhos brilham...
Eu sou banal e acredito no amor em cada esquina, disso poeta não escreve. Poeta sonha com o mundo que só ele conhece. E aí... com quem vou descobrir o que é o amor?
Charles Bukowski que era sábio, preferia as putas... só elas seriam dignas de uma boa foda, você se apaixona e ela vai embora com a bunda empinada e deixando vestígios de seu suor pelo lençol. Charles já dizia que amor é pra quem pode.
De todo o jeito, seja pelas putas, o cara do super mercado que tem aquele sorriso de lado, aquele filha da puta que transou só pra pegar seu dinheiro enquanto você dormia achando ser a maior transa da tua vida, aquele cara que vai te foder e te jurar amor eterno... mas, vai querer te matar depois.
Ah... tem aquele galã da novela das oito com sua barba mal feita e seu cabelo penteado para o lado. Tem o seu vizinho que espera você trocar de roupa em frente a janela.
E do amor... quem é que fala? quem é que entende? quem que já o viu e conseguiu por em palavras?
Das putas e dos canalhas nós já sabemos.
Mas, do que Drummond falava... nunca ouvi, nem comi... Eu só ouço falar.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Mas, mãe..
Nesta manhã minha mãe me fez prometer que eu não iria mais chorar. Que este ano seria o ano em que eu faria tudo o que fosse certo para o meu coração. Que nenhuma mulher neste espaço de mundo me faria descer do salto, chutar o balde. Minha mãe pediu para que eu fosse feliz.
(...)
Mas, mãe... eu não posso ser assim. Perdoe pela minha maneira torta e boba de amar as pessoas. Perdoe por eu sempre bater na porta de tua casa pedindo um abraço. Desculpe por eu ser assim tão "acumulada de sentimentos - que explode"
Perdoe-me!
Sei que teimo em aparecer em tua casa com os olhos cheios d'água e me calar diante de tanta aflição. Tenho uma certa ideia de como se sente vendo tua filha assim, jogada aos pés de outra pessoa em busca de um - talvez fabuloso amor.
"O amor nunca chega, mãe... nunca"
Eu estou tão cansada mentalmente que nada chega a fazer sentido nestas noites, não sei se quero bater a porta na cara das pessoas ou se quero me deixar levar por elas. Eu não sei se seria uma boa ideia ser feliz - agora- é cedo demais e eu talvez não saiba lidar com tamanho sorriso a brotar. Talvez, mãe, eu seja feliz sendo assim. Me entregando demais. Meu jeito torto de amar é tão completo quanto um sorriso que venha. Teimo em dizer que um sorriso dado em meio a lágrimas consegue ser mais verdadeiro do que uma gargalhada ao escutar uma piada.
Aquele no meio das lágrimas e como um renascer das cinzas, a tal esperança brotando e mostrando seu lugar.
Eu quero renascer das cinzas, mãe. Eu quero estar no chão para assim poder subir. Eu quero perder a noção de espaço para crer que estou em lugar propriamente dito pra mim. Eu quero perder o dom para poder dar valor. Quero desamar para poder amar novamente - quantas vezes for preciso.
Eu quero desaprender a andar e aprender sozinha.
Eu quero saber o quanto dói perder um abraço para sentir segurança em meus proprios braços.
Eu quero desabar para me afogar em teu colo.
Mãe, eu quero ser feliz, sim. Só que agora não dá. Eu não consigo, entende?
Desculpa, mãe. Desculpa (...)
(...)
Mas, mãe... eu não posso ser assim. Perdoe pela minha maneira torta e boba de amar as pessoas. Perdoe por eu sempre bater na porta de tua casa pedindo um abraço. Desculpe por eu ser assim tão "acumulada de sentimentos - que explode"
Perdoe-me!
Sei que teimo em aparecer em tua casa com os olhos cheios d'água e me calar diante de tanta aflição. Tenho uma certa ideia de como se sente vendo tua filha assim, jogada aos pés de outra pessoa em busca de um - talvez fabuloso amor.
"O amor nunca chega, mãe... nunca"
Eu estou tão cansada mentalmente que nada chega a fazer sentido nestas noites, não sei se quero bater a porta na cara das pessoas ou se quero me deixar levar por elas. Eu não sei se seria uma boa ideia ser feliz - agora- é cedo demais e eu talvez não saiba lidar com tamanho sorriso a brotar. Talvez, mãe, eu seja feliz sendo assim. Me entregando demais. Meu jeito torto de amar é tão completo quanto um sorriso que venha. Teimo em dizer que um sorriso dado em meio a lágrimas consegue ser mais verdadeiro do que uma gargalhada ao escutar uma piada.
Aquele no meio das lágrimas e como um renascer das cinzas, a tal esperança brotando e mostrando seu lugar.
Eu quero renascer das cinzas, mãe. Eu quero estar no chão para assim poder subir. Eu quero perder a noção de espaço para crer que estou em lugar propriamente dito pra mim. Eu quero perder o dom para poder dar valor. Quero desamar para poder amar novamente - quantas vezes for preciso.
Eu quero desaprender a andar e aprender sozinha.
Eu quero saber o quanto dói perder um abraço para sentir segurança em meus proprios braços.
Eu quero desabar para me afogar em teu colo.
Mãe, eu quero ser feliz, sim. Só que agora não dá. Eu não consigo, entende?
Desculpa, mãe. Desculpa (...)
sábado, 7 de janeiro de 2012
Semana que vem
“Suas unhas cravadas nas minhas costas, o sussurrar criando sinais ao pé do meu ouvido, o arrepio iniciado com as palavras de desejo. E a intensidade latejando pra ser sentida.”
E se tudo começa por um olhar, direi que começou com o desejo que vi no teu. E tudo em você me queria e tudo em mim te desejava - muito mais.
O corpo assim um ligado ao outro, juntos - colados. Sendo um só, e seria muito mais…
Arrepios, palavras, frases incompletas terminadas com um sussurro que me dizia - “Vem comigo, o hotel é logo ali.”
Ah mas, logo eu que esperei tanto por teu corpo presente, tua nudez que de hoje em diante será minha preferida e única. Eu não poderia perder você assim, toda me querendo e eu toda te querendo também.
Tua boca assim toda no encaixe perfeito, sincronia mais que sincronizada. Eram nós assim nos entrelaçando e desejando mais perto, mais quente. Mais, muito mais.
Sem intervençoes dessa vez, me deixa te sentir que depois me sentirás também.
Sinto o gosto dos teus lábios que nessa noite estão mais doces que o normal, não sei se é o vinho ou se é algo teu que eu não ainda não havia conhecido.
Você sempre teve aquele calor natural, mas hoje você está fervendo amor, o que houve? Tenho que parar de falar não é?
É que tamanha ternura em momentos como esse, é quase um pecado…
É um pecado te ver assim dançando com seus passos leves até a cama e assim me chamando pra ti, mais perto. Sempre mais perto.
“Me sinta, me toque, me leva pra longe que hoje eu não quero dormir.”
Que leveza essa tua de me deixar toda assim, feito lobo querendo carne, querendo-te.
Pois então venha, que essa noite tu és minha. Minha carne, minha pele, meu eu.
Tua lingua enrosca na minha e faz gosto disso, me provoca pois sabe que estou fraca demais para reagir. Paro levemente de te beijar e tu me olha nos olhos como se eu tivesse feito uma maldade das piores. E provoco, fingo que vou embora e não vou.
Me levo para teu queixo, com mordidas que sempre quis dar. Te sinto arrepiar. Te olho nos olhos mais uma vez e você dessa vez está de olhos fechados se permitindo sentir.
E paro e fico por entre teu pescoço, nuca e mordisco por ali. Me perco por entre curvas tão situadas em você. Coisas maravilhosas de se apreciar.
E você me diz para parar de provocar. E é aí que provoco mais. Mulher, não podes fugir…
Da nuca eu não te viro, fico por entre tua coluna dando beijos interminaveis. E paro mais uma vez te virando pra mim. Te olhos nos olhos e mordo teu lóbulo. Peço para seres minha, de uma vez.
E me vejo caminhando e tropeçando nos moveis de vontade. Chegamos a cama. Enfim juntas, é isso que penso.
Sua nudez sendo a sombra da minha. Teu corpo em tamanha perfeição me faz suspirar te desejando muito mais que essa simples noite.
Pescoço, minhas unhas começam a descer por tua lateral te fazendo sussurrar entre os lábios agora conectados. Abafados.
Beijos e leves mordidas por entre teus seios e paro por ali, mas sei que você quer mais que isso.
Você crava tuas unhas na minha coluna e com isso meu corpo contrai mais contra você.
Eu me vejo logo cheia de pecado e vontade para entre tua cintura, minha unhas fazem um caminho até lá e meus beijos por sua lateral abrem caminho para sua vontade.
E você abre os olhos e morde os lábios. Mal sabes que isso me atiça, mulher.
Tuas coxas se abrem para mim, e eu faço gosto disso. Você é minha e sei que quer isso a muito tempo.
Fico por entre ali, e te olho as vezes e quase te vejo ser minha de vez. Mas sou maldosa, sinto dizer. E paro e volto a te beijar, dessa vez tu me morde e tem fogo nos olhos.
Nossos sexos enroscados afim de nos deixarem bambas. E ficamos ofegantes e te sinto sussurrar algo em meu ouvido.
E se escuto bem te digo te volta “eu te amo, meu benzinho.”
E se foi minha hoje em tantas outras serei tua.
E você dorme como um anjo, mas te aviso que logo vai amanhecer. Se já minha vida se enche de cor.
Nos seus olhos mais calmos e ternos me vejo adormecer, com corpos dotados de pecado e desejo - ainda, no fim de nossas noites.
Sorrisso teu que me enche o dia.
E tu sabe mulher, seu gosto, sua pele, suas marcas ficarão em mim por muito muito tempo.
“Quando sair do banho, volte para cama. Te espero””
E se tudo começa por um olhar, direi que começou com o desejo que vi no teu. E tudo em você me queria e tudo em mim te desejava - muito mais.
O corpo assim um ligado ao outro, juntos - colados. Sendo um só, e seria muito mais…
Arrepios, palavras, frases incompletas terminadas com um sussurro que me dizia - “Vem comigo, o hotel é logo ali.”
Ah mas, logo eu que esperei tanto por teu corpo presente, tua nudez que de hoje em diante será minha preferida e única. Eu não poderia perder você assim, toda me querendo e eu toda te querendo também.
Tua boca assim toda no encaixe perfeito, sincronia mais que sincronizada. Eram nós assim nos entrelaçando e desejando mais perto, mais quente. Mais, muito mais.
Sem intervençoes dessa vez, me deixa te sentir que depois me sentirás também.
Sinto o gosto dos teus lábios que nessa noite estão mais doces que o normal, não sei se é o vinho ou se é algo teu que eu não ainda não havia conhecido.
Você sempre teve aquele calor natural, mas hoje você está fervendo amor, o que houve? Tenho que parar de falar não é?
É que tamanha ternura em momentos como esse, é quase um pecado…
É um pecado te ver assim dançando com seus passos leves até a cama e assim me chamando pra ti, mais perto. Sempre mais perto.
“Me sinta, me toque, me leva pra longe que hoje eu não quero dormir.”
Que leveza essa tua de me deixar toda assim, feito lobo querendo carne, querendo-te.
Pois então venha, que essa noite tu és minha. Minha carne, minha pele, meu eu.
Tua lingua enrosca na minha e faz gosto disso, me provoca pois sabe que estou fraca demais para reagir. Paro levemente de te beijar e tu me olha nos olhos como se eu tivesse feito uma maldade das piores. E provoco, fingo que vou embora e não vou.
Me levo para teu queixo, com mordidas que sempre quis dar. Te sinto arrepiar. Te olho nos olhos mais uma vez e você dessa vez está de olhos fechados se permitindo sentir.
E paro e fico por entre teu pescoço, nuca e mordisco por ali. Me perco por entre curvas tão situadas em você. Coisas maravilhosas de se apreciar.
E você me diz para parar de provocar. E é aí que provoco mais. Mulher, não podes fugir…
Da nuca eu não te viro, fico por entre tua coluna dando beijos interminaveis. E paro mais uma vez te virando pra mim. Te olhos nos olhos e mordo teu lóbulo. Peço para seres minha, de uma vez.
E me vejo caminhando e tropeçando nos moveis de vontade. Chegamos a cama. Enfim juntas, é isso que penso.
Sua nudez sendo a sombra da minha. Teu corpo em tamanha perfeição me faz suspirar te desejando muito mais que essa simples noite.
Pescoço, minhas unhas começam a descer por tua lateral te fazendo sussurrar entre os lábios agora conectados. Abafados.
Beijos e leves mordidas por entre teus seios e paro por ali, mas sei que você quer mais que isso.
Você crava tuas unhas na minha coluna e com isso meu corpo contrai mais contra você.
Eu me vejo logo cheia de pecado e vontade para entre tua cintura, minha unhas fazem um caminho até lá e meus beijos por sua lateral abrem caminho para sua vontade.
E você abre os olhos e morde os lábios. Mal sabes que isso me atiça, mulher.
Tuas coxas se abrem para mim, e eu faço gosto disso. Você é minha e sei que quer isso a muito tempo.
Fico por entre ali, e te olho as vezes e quase te vejo ser minha de vez. Mas sou maldosa, sinto dizer. E paro e volto a te beijar, dessa vez tu me morde e tem fogo nos olhos.
Nossos sexos enroscados afim de nos deixarem bambas. E ficamos ofegantes e te sinto sussurrar algo em meu ouvido.
E se escuto bem te digo te volta “eu te amo, meu benzinho.”
E se foi minha hoje em tantas outras serei tua.
E você dorme como um anjo, mas te aviso que logo vai amanhecer. Se já minha vida se enche de cor.
Nos seus olhos mais calmos e ternos me vejo adormecer, com corpos dotados de pecado e desejo - ainda, no fim de nossas noites.
Sorrisso teu que me enche o dia.
E tu sabe mulher, seu gosto, sua pele, suas marcas ficarão em mim por muito muito tempo.
“Quando sair do banho, volte para cama. Te espero””
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